Eu te amo como um colibri resistente
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
Escolha - Elisa Lucinda
Eu te amo como um colibri resistente
domingo, 28 de julho de 2013
sábado, 9 de março de 2013
Pra Você Guardei o Amor - Nando Reis
Que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim vem visitar
Sorrir, vem colorir solar
Vem esquentar
E permitir"
sábado, 9 de fevereiro de 2013
Amor e seu tempo - Carlos Drummond
estendidos na mais estreita cama,
que se torna a mais larga e mais relvosa,
roçando, em cada poro, o céu do corpo.
o prêmio subterrâneo e coruscante,
leitura de relâmpago cifrado,
que, decifrado, nada mais existe
salvo o minuto de ouro no relógio
minúsculo, vibrando no crepúsculo.
depois de se arquivar toda a ciência
herdada, ouvida. Amor começa tarde.
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Esperançoso - Danilo de Melo Souza
Caso o acaso
acaso nos una
conquistaremos a lua.
Caso o acaso
não baste o bastante.
Caso nosso amor
não compense o instante.
Você pode partir.
Não vá tão distante.
Caso nosso caso
caia no descaso
me permita o atraso
de renovar esse caso.
É que meus versos,
são cheios de esperança.
(In)certos Versos e Alguma (P)rosa
Palmas. Gráfia Editora Sto Expedito,2010
sábado, 12 de janeiro de 2013
Espero Curarme de Ti.
Fragmentos - Água Viva
"Embora tudo seja tão frágil. Sinto-me tão perdida. Vivo de um segredo que se irradia em raios luminosos que me ofuscariam se eu não os cobrisse com um manto pesado de falsas certezas. Que o Deus me ajude: estou sem guia e é de novo escuro."
Clarice Lispector.
Água Viva, Ed. Rocco - pg.45
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
EU SOU UM POÇO DE SENSIBILIDADE - IRA
Luzes, cheiros e toques
Eu sou um poço de sensibilidade
te buscando na cidade
Eu sou um poço de sensibilidade
Entre veludos e cetins
Fantasias e brinquedos
Desejos e um certo medo
Cheiros e toques
Eu sou um poço de sensibilidade
Te buscando na cidade
Eu sou um poço de sensibilidade
O seu sorriso no meu dia-a-dia
A sua palavra em meu vocabulário
Minha professora, eu aprendi tudo errado
Te buscando na cidade
Eu sou um poço de felicidade
Com seu nariz furando o vento
Com um certo ar de autoridade
Eu fico louco, louco de saudade
Sou um cara afortunado
perto de ti eu sou um poço de sensibilidade.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Poemas Tempo - Viviane Mosé
Fonte: Poemas Chão.Ed. Sete Letras,2001
Tela de Picasso: Femme nue dans l'atelier, 1953
sábado, 5 de novembro de 2011
Texto extraído do livro "João Cabral de Melo Neto - Obra completa", Editora Nova Aguilar - Rio de Janeiro, 1994, pág. 79.
sábado, 29 de outubro de 2011
QUASE NADA - Zeca Baleiro
De você sei quase nada
Pra onde vai ou porque veio
Nem mesmo sei
Qual é a parte da tua estrada
No meu caminho
Será um atalho
Ou um desvio
Um rio raso
Um passo em falso
Um prato fundo
Pra toda fome
Que há no mundo
Noite alta que revele
Um passeio pela pele
Dia claro madrugada
De nós dois não sei mais nada
Se tudo passa como se explica
O amor que fica nessa parada
Amor que chega sem dar aviso
Não é preciso saber mais nada
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Louca de Louça - Maria Carmem Barbosa
Louca de pedra.
De pau. De ferro.
De aço.
De louça.
E quebro à toa."
Fonte: http://mariacarmembarbosa.com/
quinta-feira, 9 de junho de 2011
CLARICE LISPECTOR: ROTEIRO DO INSONDÁVEL
Diálogo imaginário com Clarice Lispector.
Clarice, o desejo é um risco bom; não tenho para onde voltar depois da liberdade: e a liberdade me joga no redemoinho da paixão. Apesar de ter a doença dos sentidos demais aguçados, elevo-me ao Himalaia desse amor que me perfura: estou em estado de insatisfeito: o amor é coisa intraduzível, mas reparto fragmentos de compreensão: o que importa é que eu não saia ileso. O desejo por onde começo a dizer que quero estar nele, ser por ele, contaminar-me de sua pele é uma aprendizagem. Desejo é a palavra mais linda em qualquer idioma: desejo como quem aprende a andar depois do parto de estar no mundo sem escoras: lanço-me a ele o: Desejo. Agora ele tem cara: semblante de pedra. O amor é pedra onde cinzelo / quanto mais miro, mais turvo, embaço, mas não me cego: a pedra é o impossível que alcanço, o mais próximo do impossível, Clarice, é o homem impreciso: o amor por ele é sufocador, mas continua vago.
Quero viver de tesão com o mundo: nunca ser indiferente, mesmo com ódios passageiros. Amargura é dor carnívora. A felicidade dói, machuca: é um peixe elétrico, viceja. No meu sofrimento há um pátio ajardinado que rego: retenho esse meu afeto e nele acho uma fresta no sufocamento. Não, não Clarice! A nudez desse homem não me basta: é o entendimento do tempo que tiro dele a fórceps o que me sustenta: forjo o que amo, ele vem depois do que já intuía. Sabia desse amor em algum lugar do instante: agora que encontrei a face do meu delírio, remo na maré do próprio dilúvio que joga-me como arca: esse meu amor exige criar um Universo de coisas inexistentes. Abri a porta a um monstro marinho, colhi açucenas de puro aço, injetei força em minha medula adormecida de silêncio: cerrei minhas mandíbulas e segui farejando o absurdo. O amanhecer é improvável, a morte agora é não mais tê-lo: agarrei-me ao amor, à pedra, ao homem: não me rendo até o último gozo desse santo suplício. O homem onde pouso o espírito é um mar que corre nas veias: sabor de maresia que imanto. Amor, Clarice, é impregnar-se de uma galáxia por dentro. Ele é vasto, já não mais pedra o amor: o desejo é montanha: é vereda, eu pastoreio e rebanho.
Há uma geologia íngreme no subterrâneo: na psicologia dos meus dedos: ilumino com a espera as cavernas que ele me causou: escrevo-te Clarice para encontrar o silêncio. Não tenho mais forças para lutar contra o insondável: arrebenta em meu peito acanhado um Atlântico de ondas vertiginosas que me jogam contra toda realidade: a realidade é um sonho que me esqueceu. Estou em estado de praia, de rebentação: o abissal penetra-me agora: tenho coragem de ir ao fundo da coisa que sou eu, mas o eu espalhou-se. O amor reconhece a verdade não no coração, mas na imaginação da felicidade: o coração mentiu muitas vezes e agora não tenho altura para o abismo. Eu vi a Beleza e ela não me cansa de lágrimas: penso conceber o que se passa entre mim e o jogo, mas eis caído num lance inesperado. Eu quero esse amor mais do que o infortúnio de seu desprezo: a questão é o que fazer quando o amor secar de cansado: umedeço. Sei que existe a plenitude dum mergulho, da rosa, do ocaso do Sol no outono: procuro a plenitude Clarice, e lastimo que tudo concorra para desfazer-se: afogo-me, a flor despetala-se saudosa do caule e o crepúsculo me enche de terrores: não é a morte que tememos, é a finitude.
Dizer-te torna-me menos fantasma de palavras: o Destino se interpôs em nossa conversa: o que não é memória é hiato, estou desvelando o amor pela fala: sou impelido a dizer, a tentar reproduzir abstrações tão concretas quanto a lâmina que me fere de não poder: amar tornou-se uma prece de fora para dentro: uma liturgia do recôndito, uma celebração visceral do incompleto, não estou conformado com amputação da minha Alma. Perco-me: sou fluvial, cedo ao leito rubro: navego na torrente precipitando-me desabrido: só não transpasso: essa é a causa do meu desespero sem descanso: não transpasso por nosso espírito não penetrar-se em coito: eu o tenho sem ter , Clarice, o corpo não é ainda o amor, a carne é movediça, meus olhos não fixam o delírio: a fatalidade dessa paixão é não poder ser totalmente outro por inteiro e o inteiro descobri de modo terrível: ele não se permite, o inteiro não existe. Aprendi a trepar com outra Alma. Há essa selva entre o real e o simbólico: toda atmosfera submarina aterrada surta e endoido sem loucura: esse o drama que me alimenta e implode: a paixão é composta de razão excessiva, mas há outra face da razão: a posse do impalpável. Ele é a fruta e o paladar da fruta: minhas vísceras contêm também sua polpa: eu consisto em ser por ele sem estar nele contido: por que não vem a palavra que encerre a angústia: onde adquiro a fragrância do Eterno?
Evito-me as vezes: escapulo de mim, foragido de algum espelho ancestral, busco onde não encontrar o que me foi perdido sem ser percebido. Perceber é longo demais: quase nada tem um diagnóstico certeiro além da própria dor e do grito. Uma vez achei o perfeito: era invisível aos olhos desatentos: o perfeito é quando sentimos não mais querer sentir: dormindo eu sinto, mas quero a dor desperto... o perfeito é rápido como um raio bruto ou a saudade em estado de anestesia. A maçã não amadurecida quedava distendendo-se ao meu apetite: um esplendor! o diabo, Clarice, é a espera da colheita. A culpa de todo meu amor é não contentar-me em ser sóbrio de luz: exorbito implorante: emociono de deixar ele entrar: não amo toda parte, sou raro e apartei um alvo: só me chamo Eu quando ele me afaga: sou Eu quando mais não for além de Eu, ele por dentro tatuado. Ele estendeu o braço e lembrei de ti Clarice, quando dizias sobre os amantes: eu disse a ele “sou tu e eu é tu, nós é ele”. Amo romper a gramática como um dique não contendo a represa: amo em azul, amo num azul muito delicado, o azul cobalto. Agora desnudo o que antes inexistia. Despojo-me do que antes não tinha: me totalizo: desnudei-me numa clareira da floresta escura: não fugir da sombra é o maior sinal de luz / a raiz sofre ao rasgar-se semente: da unidade ao fragmento, deitamos sementes de nossos corpos-raízes: sou primordial: tornei-me bromélia: o poeta mora onde se entrega amor, a pedra subjaz: dissolveu-se sedimento liquefeito. Esquecer é não ter vivido: se não tivesse nascido por onde perambulava o que é em mim existido?
Clarice, estranho-me: quem somos quando escrevemos? a máscara ou o rosto distorcido? Tenho a memória da terra, o Mar ejacula / corrosão da pedra / pomo / faca sem gume / fui alcançado por um distanciado farol da torre: eu presumo, não penso: pensar é certeiro, e nada acerta quando buscado: o sentido é outro que o da fonte. Sou amado como seiva esvaída em transe: os ossos desse amante salgam minha pele distendida: castelo de proa / assovios de navios na noite do Tempo: é noite do Tempo: o Espaço é clarabóia / mansarda acolhendo Vida: o que é Vida, Clarice? senão rastilho de pólvora. Confesso um segredo com meus membros em água viva: Clarice, confesso: meu amor é um navio sem rota cortando caminhos por minha artérias de zinco: cada célula de que sou composto tem um núcleo exalando sentimento. Esgotarei a existência até a última seiva e haverá gotas que jorrarão meu Eu e o amor que experimentei nos elementos: nosso acalanto terá aparência de ciclos entre a chuva e o trovão. Escrever é poder dizer num relógio d´água tudo que não sei explicar: precipito-me de novo ao penhasco: queria tornar-me Oceano para libertar-me da paixão: rasgo com meus músculos impotentes o cruel muro da prisão: a paixão por ele tem sido minha prisão. Todas paixões são prisões: recomeço escalar o muro: o penhasco: agora quero ser calmo: quero ser contemplação: cansei da paisagem: eu o carrego amando sem mais muros. Conheci o amor numa tarde: agora meu futuro é sempre 2 horas da tarde. Alcancei a esfera: a esfera, o círculo que não domino não sou mais eu, nem ele que ainda amo, o cerne, a essência é a busca da libertação, estou no aprendizado da libertação, Clarice: libertação é espremer o que passa: busquei o total, o total não fica nunca pronto: então choro com o milagre do que passa: dos amassos que dou na existência: transo de espírito para o espírito: o dele é azul também.
Dois nunca são um; amor é areia que junto para arquitetar um castelo que desmancha, mas ainda assim volta a ser Oceano-Mar. Somos rochedos vizinhos: o sal semeia esbatendo em nossas ilhas que se lambem de partida. Rochedos, mesmo assim seremos misturados de areia. Não somos mais ilhas: contemos um no outro: somos agora continente.
FONTE: http://revistapausa.blogspot.com/2009/06/clarice-lispector-roteiro-do-insondavel_22.html
* FLÁVIO VIEGAS AMOREIRA é poeta, contista, romancista e crítico, nascido em Santos em 1965. Com importante atuação no panorama cultural do Litoral Paulista, escreveu os livros Maralto (2002); A Biblioteca Submergida (2003); Contogramas (2004) entre outros. Em 2007, publicou seu romance Edoardo o Ele de Nós.
domingo, 24 de abril de 2011
Fragmento do livro Água Viva -Clarice Lispector
sábado, 23 de abril de 2011
Fragmento do livro Água Viva - Clarice Lispector
sábado, 16 de abril de 2011
La vie en close
duas vezes
já cometo duas três
quatro cinco seis
até esse erro aprender
que só o erro tem vez."
Leminski assumia sua humanidade como ninguém: Contagiado de humor, ironia e muito afeto. Era uma receita muito particular - Fazia parte de sua essência. Adoro Leminski e esse meu amor vem de longas datas, vem da infância de minha adolescência.
terça-feira, 15 de março de 2011
ME TIENES EN TUS MANOS - JAIME SABINES
"Me tienes en tus manosy me lees lo mismo que un libro.
Sabes lo que yo ignoro
y me dices las cosas que no me digo.
Me aprendo en ti más que en mi mismo.
Eres como un milagro de todas horas,
como un dolor sin sitio.
Si no fueras mujer fueras mi amigo.
A veces quiero hablarte de mujeres
que a un lado tuyo persigo.
Eres como el perdón
y yo soy como tu hijo.
¿Qué buenos ojos tienes cuando estás conmigo?
¡Qué distante te haces y qué ausente
cuando a la soledad te sacrifico!
Dulce como tu nombre, como un higo,
me esperas en tu amor hasta que arribo.
Tú eres como mi casa,
eres como mi muerte, amor mío."
sábado, 5 de março de 2011
UMA APRENDIZAGEM OU O LIVRO DOS PRAZERES
"Existe um ser que moradentro de mim como se fosse casa dele, e é. Trata-se de um cavalo preto e lustroso que
apesar de inteiramente selvagem — pois nunca morou antes em ninguém nem jamais lhe
puseram rédeas nem sela — apesar de inteiramente selvagem tem por isso mesmo uma
doçura primeira de quem não tem medo: come às vezes na minha mão. Seu focinho é
úmido e fresco. Eu beijo o seu focinho. Quando eu morrer, o cavalo preto ficará sem casa e
vai sofrer muito. A menos que ele escolha outra casa e que esta outra casa não tenha medo
daquilo que é ao mesmo tempo selvagem e suave. Aviso que ele não tem nome: basta
chamá-lo e se acerta com seu nome. Ou não se acerta, mas, uma vez chamado com doçura
e autoridade, ele vai. Se ele fareja e sente que um corpo-casa é livre, ele trota sem ruídos e
vai. Aviso também que não se deve temer o seu relinchar: a gente se engana e pensa que é
a gente mesma que está relinchando de prazer ou de cólera, a gente se assusta com o
excesso de doçura do que é isto pela primeira vez".
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
PENSO E PASSO - Alice Ruiz
que um palavra
Pode mudar tudo
Não fico mudo
Mudo
Quando penso
que um passo
Descobre o mundo
Não paro o passo
Passo
E assim que
passo e mudo
Um novo mundo nasce
Na palavra que penso.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
O Amor Bate na Aorta – Versos incompletos
Cantiga de amor sem eira
nem beira,
vira o mundo de cabeça
para baixo,
suspende a saia das mulheres,
tira os óculos dos homens,
o amor, seja como for,
é o amor.
Meu bem, não chores,
hoje tem filme de Carlitos.
O amor bate na porta
o amor bate na aorta,
Amor é bicho instruído.
Daqui estou vendo o amor
irritado, desapontado,
mas também vejo outras coisas:
vejo beijos que se beijam
ouço mãos que se conversam
e que viajam sem mapa.
Vejo muitas outras coisas
que não ouso compreender...
domingo, 21 de novembro de 2010
Fragmentos de Clarice Lispector - Água Viva
Clarice certa vez disse: Eu não escrevo o que quero, escrevo o que sou. E realmente Clarice deixa vestígios do seu ser nas entrelinhas do que escreve, como neste trecho:"Nasci dura, heróica, solitária e em pé. E encontrei meu contraponto na paisagem sem pitoresco e sem beleza. A feiúra é o meu estandarte de guerra. Eu amo o feio com um amor de igual para igual. E desafio a morte. Eu - eu sou a minha própria morte. E ninguém vai mais longe. O que há de bárbaro em mim procura o bárbaro e cruel fora de mim. Vejo em claros e escuros os rostos das pessoas que vacilam às chamas da fogueira. Sou uma árvore que arde com duro prazer. Só uma doçura me possui: a conivência com o mundo. Eu amo a minha cruz, a que doloridamente carrego. É o mínimo que posso fazer de minha vida: aceitar comiseravelmente o sacrifício da noite."
Fragmento do livro Água Viva, Clarice Lispector, Editora Rocco, 1998. O lançamento do livro é de 1973 pela Artenova.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
MUNDO PEQUENO - Manoel de Barros
Descobri aos 13 anos que o que me dava prazer nasquarta-feira, 10 de novembro de 2010
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
PLATAFORMA FREIRE ABRE PARA 1º SEMESTRE 2011
Abre hoje, dia 05 e prossegue até 30 de novembro, a Plataforma Freire – Ambiente virtual destinado ao cadastro de professores e a realização das pré-inscrições nos cursos do PARFOR para os professores da Educação Básica das Redes Públicas.As ofertas do Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica – PARFOR, para o semestre 2011.1, via Plataforma Freire, serão no Estado do Piauí, de Formação Inicial com cursos presenciais e especiais (período de férias) de Primeira e Segunda Licenciatura e Formação Pedagógica e também, de Formação Continuada à distância com 140 vagas para o curso de aperfeiçoamento em Educação Ambiental: Escolas Sustentáveis e com Vida, promovido pela Universidade Federal do Mato Grosso.
As Instituições de Ensino Superior que participam do PARFOR no Estado são: Universidade Federal do Piauí – UFPI; Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí – IFPI e Universidade Estadual do Piauí – UESPI que juntas estão disponibilizando 4.090 vagas em 21 pólos: Amarante; Angical; Barras; Batalha; Bom Jesus; Canto do Buriti; Corrente; Curimatá; Floriano; Fronteiras; Luzilândia; Oeiras; Parnaíba; Paulistana; Picos; Piripiri; São João do PI; S.Raimundo Nonato; Teresina; União e Uruçuí.
É importante destacar que a 1ª Licenciatura é destinada aos professores sem formação superior; a 2ª Licenciatura para professores licenciados, mas que atuam fora de sua formação específica e Formação Pedagógica para bacharéis sem licenciatura. Além da exigência dos dados do professor constar no Censo Escolar de 2009 para se eftivar a sua pré-inscrição.
Maiores esclarecimentos: 0 800 61 6161 opção 4
SEDUC/PI: (86) 3216.4442/ 3216.3805
Ou pelo sitio: http://freire.mec.gov.br/
.
domingo, 31 de outubro de 2010
Carlos Drummond de Andrade 108 Anos 31.10.2010

** O diálogo jocoso de Yayá Lindinha foi retirado de um conto chamado "Eterno" de Machado de Assis.
sábado, 30 de outubro de 2010
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Divã - Martha Medeiros
sábado, 23 de outubro de 2010
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
AFORISMO
"Se você construiu castelos no ar, o seu trabalho não precisa estar
perdido; é lá que eles devem ficar. Agora ponha os alicerces por baixo
deles."
Hery David Thoreau (1817 - 1862)O mundo em uma frase: uma breve história do aforismo/James Geary - Rio de Janeiro: Objetiva,2007. pág.165
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Código de Acesso - Itamar Assumpção
É nexo, é dor, é flor
É côncavo, é complexo
É denso, é afago, é amplexo
É o ninho do verso de amor"
A afirmação da poesia veio por intermédio de Paulo Leminski que já nos anos 70 dizia que a canção popular era o novo suporte para os versos no Brasil. Leminski disse à Itamar que ele era poeta. Discutiram, claro, mas por fim, há poesia sobrando no discurso irônico, romântico, passional de Itamar.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Os Deslimites da Palavra
Paulo Freire o mestre de todos nós!
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Aluna - Cecília Meirelles
para, quando me encontrares,
veres que ainda tenho uns ares
de aluna do paraíso…"
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Des-construindo... por cinelirico no Videolog.tv.
Muito lindo esse vídeo! Dedico ao meu menino Gabriel, que exercita muito bem a "Des - construção" desse mundão que habitamos!
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Brasileirão Petrobras | Estrela da Vida Inteira
A caravana do Brasileirão Petrobras foi até o Engenhão, no Rio de Janeiro, sentir a energia da torcida do Botafogo. No vídeo, o torcedor-símbolo, Fabiano Tatu, e seu assistente, Gabriel Godoy, conversam com botafoguenses e ex-jogadores do time e descobrem que a superstição é uma de suas marcas. Conheça um pouco da história do alvinegro da Severiano Ribeiro, que teve Mané Garrincha entre os nomes de sua constelação de craques.
"Minha estrela não é a de Belém:
A que, parada, aguarda o peregrino.
Sem importa-se com qualquer destino
A minha estrela vai seguindo além..." Mário Quintana
Homenagem a estrela solitária e a todos fotafoguenses, em especial, meus dois meninos: Aírton e Gabriel.
sábado, 18 de setembro de 2010
domingo, 20 de junho de 2010
AUSÊNCIA - Carlos Drummond de Andrade
Por muito tempo achei que a ausência é falta.E lastimava, ignorante, a falta
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba de mim.
Nova reunião:23 livros de poesia - volume 3/Corpo
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Aprendendo a Viver - Pertencer
domingo, 30 de maio de 2010
segunda-feira, 10 de maio de 2010
A PLATAFORMA FREIRE ABRE HOJE PARA PRÉ-INSCRIÇÃO PARA 2º SEMESTRE 2010
As ofertas do Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica – PARFOR, para o segundo semestre de 2010, via Plataforma Freire, serão restritas à Formação Inicial – cursos de Primeira e Segunda Licenciaturas e Formação Pedagógica.
É importante destacar, que a 1ª Licenciatura é destinada aos professores sem formação superior, a 2ª Licenciatura para professores licenciados, mas que atuam fora de sua formação específica e Formação Pedagógica para bacharéis sem licenciatura. Gostaria de chamar a atenção dos professores para, ao se inscrever na Plataforma, observe estes critérios, pois a não observância dos mesmos deixou muitos sem sua pré-inscrição validada, até mesmo porque ,a CAPES não financia cursos de 1ª Licenciatura para quem já é licenciado.
A partir de hoje, dia 10 até 29 de maio , estará aberta a Plataforma Freire para pré-inscrição aos professores das Redes Públicas, permitida a pré-inscrição do candidato em apenas um curso.As ofertas do Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica – PARFOR, para o segundo semestre de 2010, via Plataforma Freire, serão restritas à Formação Inicial – cursos de Primeira e Segunda Licenciaturas e Formação Pedagógica.É importante destacar, que a 1ª Licenciatura é destinada aos professores sem formação superior, a 2ª Licenciatura para professores licenciados, mas que atuam fora de sua formação específica e Formação Pedagógica para bacharéis sem licenciatura. Gostaria de chamar a atenção dos professores para, ao se inscrever na Plataforma, observe estes critérios, pois a não observância dos mesmos deixou muitos sem sua pré-inscrição validada, até mesmo porque ,a CAPES não financia cursos de 1ª Licenciatura para quem já é licenciado.
Encerra dia 29 de maio a pré-inscrição nos cursos presenciais e especiais e, do dia 1 a 17 de junho, a Plataforma será reaberta para que os gestores das Redes Estadual e Municipais possam validar as pré-inscrições de sua Rede e, a partir de 19 de julho, inicio do processo seletivo ou matrículas por parte das Instituições de Ensino Superior.
terça-feira, 27 de abril de 2010
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
UMBIGO
Doce ninho do meu beijo
Capital do meu desejo,
Em suas dobras misteriosas,
Ouço a voz da natureza
Num eco doce e profundo,
Não só o centro de um corpo,
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Divã
"... Uma vida sem sustos. É o que desejo pra mim. Não estou dizendo uma vida sem decepções, frustrações ou êxtases: sem sustos, apenas. Quero aceitar a potência dos meus sentimentos e não ficar embaraçada diante de reações incomuns. Poder receber uma ventania de pé, mesmo que ela me desloque de onde eu estava. de pé, mesmo com medo. Não mais em posição fetal."domingo, 31 de janeiro de 2010
Poesia Reunida - Martha Medeiros
"Descubro meus vícios assim
cheguei na cabana e penseisem tevê eu não fico
sem você eu não vivo"
Poesia Reunida, L&PM pág.14 - as poesias são numeradas e esta é a de número 13.
sábado, 30 de janeiro de 2010
Só Dez Por Cento é Mentira - Manoel de Barros e a fama
Manoel é mais que um poeta, Manoel tem um relacionamento amoroso com as palavras de pura sedução e as palavras por sua vez, são tão permissivas com ele... Aí acontece um deslumbramento completo: ele e as palavras, as palavras e ele... e nós completamente encantados! Manoel me emociona sempre!
AUTORRETRATO* DO MANOEL DE BARROS
"Aprendo com abelhas do que com aeroplanos.É um olhar para baixo que eu nasci tendo.
É um olhar para o ser menor,
para o insignificante
que eu me criei tendo.
O ser que na sociedade é chutado como uma barata
— cresce de importância para o meu olho.
Ainda não entendi por que herdei esse olhar para baixo.
Sempre imagino que venha de ancestralidades machucadas.
Fui criado no mato e aprendi a gostar das coisinhas do chão
—Antes que das coisas celestiais.
Pessoas pertencidas de abandono me comovem:
tanto quanto as soberbas coisas ínfimas."
* Nova regra ortográfica, esquisito né?
In:Retrato do artista quando coisa. Rio de Janeiro, Record, 2007. p. 27.
sábado, 28 de novembro de 2009
CARTA DO FORUM MUNDIAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA

Leonardo Boff
Em um patamar mais imediato, representa a afirmação da Educação Profissional e Tecnológica como instrumento seguro na luta para o resgate e a superação de direitos negados, como o direito à educação.
No horizonte da utopia, o Fórum revela a vontade política de tantos países em assumir posição em favor do ser humano e da Terra, considerados como um todo indissociável e que precisam ser cuidados, face a ameaça que paira sobre nós todos neste período talvez mais crítico da existência milenar da Terra.
O Fórum Mundial representa, pois, a possibilidade de construção de outro mundo pautado em ações que concorram para que os muros erguidos pelo poder econômico sejam substituídos por laços de cooperação, de integração e de partilha.
Diversidade e Integração são pilares das mudanças propostas, a seiva que nutriu os atores e aqueceu as reflexões e os debates. Foram múltiplos olhares, traduções de caminhos firmados, reconhecendo que, em oposição à lógica neoliberal que traz como defesa o "modelo único", outros mundos são possíveis, e que é desejável tecê-los com a valorização das diferenças e da solidariedade.
Estudantes, professores (as), pesquisadores (as), representantes de governos, sindicatos, associações, pessoas da sociedade civil organizada, enfim trabalhadores e trabalhadoras do Brasil e de países dos cinco continentes presentes neste fórum, reconhecem que no mosaico de suas aspirações, a educação profissional e tecnológica constitui-se em forte e decisivo instrumento de mobilização social. Uma educação concebida não na dicotomia do dentro/fora e do resgate da cidadania sustentada pela exclusão, mas arquitetada na participação política de todos (as) e voltada para a cidadania plena.
O conhecimento que, na "lógica exclusiva", tornou-se propriedade de poucos(as) e instrumento de dominação, deve revelar-se poderoso na luta contra a desigualdade e a injustiça. Neste aspecto, a educação estaria cumprindo o papel central de, ao permitir o acesso à cultura socialmente construída, criar as devidas condições para que todos(as) possam assumir funções de dirigentes, como defendia Gramsci.
O Fórum Mundial da Educação Profissional e Tecnológica integra-se ao Fórum Mundial da Educação e por sua vez ao Fórum Social Mundial e dessa forma, valida a sua Carta de Princípios e a Plataforma Mundial da Educação e proclama em sua agenda:
Ampliar o compromisso do Estado em assumir, cada vez mais, responsabilidade perante a cidadania, especialmente, no que tange à educação pública.
Alargar o alcance da educação, em especial da educação profissional e tecnológica, para abraçar os (as) excluídos (as);
Tecer uma rede mundial de culturas e alternativas de educação, em que a cooperação em favor do ser humano e da vida substitua a concorrência;
Reconhecer que, como a sociedade do conhecimento é complexa, é necessário que a educação para o trabalho se fortaleça enquanto educação para a vida e por toda a vida;
Lutar pela valorização da diversidade de mundos, assegurando lugar às capacidades locais, às diversas instâncias de aprendizagem para além da escola, reconhecendo e validando esses saberes;
Promover ações educacionais que reconheça a ciência e a tecnologia como um dos instrumentos fundamentais para mudar o mundo, assegurando ações afirmativas em favor de todos os grupos até então discriminados;
Propor e apoiar iniciativas comprometidas com o resgate da dignidade da pessoa, independente da condição do continente, país, cor, gênero, opção religiosa e política, orientação sexual, dentre outros (as);
Validar e reconhecer os saberes tácitos construídos no trabalho e nas relações da vida;
O Fórum se constituiu num marco histórico ao apontar caminhos para que jovens e adultos (as) que têm ou tiveram sua cidadania negada ou postergada recuperem esse direito. Foi palco da Caravana da Anistia para realizar a Cerimônia de pedido de desculpas do estado brasileiro ao educador Paulo Freire e devolver sua cidadania, no dia 26 de novembro de 2009. Uma dívida social e política que o Brasil acumulou. Assim como, referendou o compromisso por mudar a realidade também daqueles (as) que ainda hoje não sabem ler suas próprias línguas, mas sonham com uma nação mais humana, justa e feliz.
Este Fórum Mundial da Educação Profissional e Tecnológica proporcionou a reinstauração da esperança e da libertação. É mais um passo na construção de uma nova ética centrada na vida, no trabalho e na solidariedade expressa por uma cultura da paz e da sustentabilidade.
Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica (FMEPT)
Brasília, 27 de novembro de 2009



















