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sábado, 13 de setembro de 2008

QUANDO OUTUBRO ACENDIA OS FORNOS DA TARDE ( H DOBAL)


"Quando outubro acendia os fornos da tarde
Na paisagem consumida pelos fogos do verão.
Vencido pelas condições do tempo
O homem renovava esperança no seu coração:
O sonho no céu que se faz bonito,
Uma promessa de chuva."
  • Presente da amiga Tânia Martins que está fazendo um trabalho sobre o poeta H. Dobal. Nada mais oportuno nesse "b-r-o-bró" em que não só nossas tardes, mas parte das noites ficam com todos os seus fornos acendidos.

sábado, 14 de junho de 2008

Presente da amiga Tânia Martins que divido agora com todos vocês: Uma das suas poesias preferidas do H. Dobal

Cantiga de Viver

Sozinho na cama
Um homem espera sua hora.
A inesperada hora de tantos.

A vida é uma cantiga triste
Mais triste e à-toa que a das andorinhas
-Las oscuras golondrinas
Tão mal vivida
Tão mal ferida
Tão mal cumprida.

A vida é uma cantiga alegre:
O primeiro sorriso de cada filho
E todos os microamores
Que inutilizam
A vitória da morte.
H.Dobal

sexta-feira, 30 de maio de 2008

A Despedida Eterna - H Dobal

"Só mesmo um poeta ecumênico como Dobal podia fixar a sua
província com expressão tão
exata, a um tempo
tão fresca e tão seca, despojada
de quaisquer sentimentalidades,
mas rica do sentimento
profundo, visceral da terra."
Manuel Bandeira


Quando morre um poeta? Um poeta nunca morre!
Um poeta se petrifica em sua obra
no instante que os lemos, recitamos, sonhamos...
Neste momento Dobal vive em seus versos
em A Eterna Despedia.


Quando a sombra cai sobre as cousas resignadas,
Quando a sombra cai sobre os telhados encardidos,
Quando a sombra cai sobre as águas turvas do crepúsculo.


Não é a sombra em outra sombra se virando,
mas é a eterna despedida.
H Dobal